Tempestades, enchentes, incêndios florestais e outros eventos climáticos extremos podem comprometer redes de energia e telecomunicações. Nesses momentos, o radioamadorismo se destaca como uma alternativa de comunicação independente, capaz de auxiliar na troca de informações quando os meios convencionais são afetados.
O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, influencia os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil. Seus efeitos podem aumentar a ocorrência de chuvas intensas, estiagens, ondas de calor e incêndios, exigindo maior preparação das equipes de resposta e dos sistemas de comunicação.
Quando redes de telefonia, internet ou energia sofrem interrupções, as estações de radioamador podem continuar operando por meio de baterias, geradores ou sistemas de energia alternativos, contribuindo para a comunicação entre equipes de apoio, comunidades isoladas e órgãos de resposta.
Frequências de emergência
A LABRE reforça que preservar as frequências destinadas às comunicações de emergência é uma responsabilidade de todos os radioamadores.
As principais frequências recomendadas são:
- 146.520 MHz (FM Simplex): Frequência Nacional de Emergência na faixa de 2 metros.
- DMR Talk Group (TG) 724193: Canal recomendado para comunicações de emergência nas redes DMR participantes.
Durante uma operação de emergência, é importante:
- Manter escuta antes de transmitir;
- Fazer comunicações curtas e objetivas;
- Identificar-se sempre com o indicativo;
- Evitar conversas paralelas;
- Priorizar mensagens relacionadas à emergência;
- Respeitar a coordenação da rede.
Essas práticas contribuem para manter a frequência organizada e disponível para comunicações prioritárias.
Comunicação que salva vidas
O radioamadorismo vai além dos equipamentos. Ele reúne conhecimento técnico, preparo e espírito voluntário para manter a comunicação ativa quando outros sistemas deixam de funcionar.
Por isso, conhecer as frequências de emergência, manter a estação em condições de operação e participar das redes de apoio são atitudes que fortalecem a capacidade de resposta diante de eventos climáticos extremos.
Quando tudo falha, a comunicação pode fazer a diferença. E um radioamador preparado pode ajudar a conectar pessoas, apoiar equipes e contribuir para salvar vidas.
Referências
- LABRE – Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão. Frequências de Emergência do Radioamadorismo: uma responsabilidade de todos. Disponível em: https://www.labre.org.br/frequencias-de-emergencia-do-radioamadorismo-uma-responsabilidade-de-todos/
- INMET – Instituto Nacional de Meteorologia. Informações e alertas meteorológicos. Disponível em: https://portal.inmet.gov.br
- CEMADEN – Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. Disponível em: CEMADEN — Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais – Cemaden/MCTI
- NOAA – National Oceanic and Atmospheric Administration. El Niño/Southern Oscillation (ENSO). Disponível em: https://www.climate.gov/enso
- Organização Meteorológica Mundial (WMO). Informações sobre variabilidade climática e El Niño. Disponível em: World Meteorological Organization



