SONIA MARIA DE MELO – PU4SKB

Desde nova eu ficava encantada ao ouvir rádio e imaginava como devia ser bom poder conversar com as pessoas, daquele jeito.
Meu primeiro contato com o rádio transmissor foi no início dos anos 7O, incentivada por um primo. Eu vivia na monótona rotina doméstica. Tive 5 filhos, duas filhas sobreviveram, são maravilhosas. Agora eu sou feliz por ter ainda 4 netos e 2 bisnetos. Então, o rádio foi uma janela sadia e prazerosa que eu encontrei, como um respiro para a mente.
Nesse ambiente eu descobri um novo universo de companheirismo e cooperação, que me libertava bastante, como que passeando por um campo novo sem eu ter que me envolver muito proximamente e sem precisar sair de casa.
Tive apoio de muitos desses novos amigos, para a montagem da estrutura física, como levantar antenas, escolha do equipamento, instrução de operação etc.
Para mim o rádio passou a atuar como a minha sala de socialização, meu grupo de terapia e de ajuda, onde eu também podia ajudar alguém, enquanto era ajudada. Isso me fazia bem e eu decidi nunca abandonar essa atividade que, abaixo de Deus, sustenta a minha satisfação na vida. Sou muito agradecida à Labre, que foi para mim um degrau importante de evolução. Por isso, até mesmo logo depois de ser transplantada dos dois pulmões, eu fazia questão de prestar a minha colaboração na Labre, conforme eu podia, na limpeza e organização, com grande prazer. Em casa, eu aguardava ansiosa pela hora das rodadas de bate-papo, que, no auge, chegavam a contar com mais de 30 amigos, com uma participação significativa de mulheres.
Eu até gostaria de citar os nomes dos que foram, e ainda são, para mim os principais esteios neste hobby útil e humanitário, mas eu tenho medo de esquecer algum. Os nossos corações sabem quem foram, e são, esses líderes maravilhosos, que sempre nos inspiraram e a quem eu sou grata.